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Gestor › Atendimentos › Fluxos de BOTs

Bloco de integração

Consultar ou enviar dados a outro sistema no meio da conversa com o cliente.

O bloco de integração permite que o fluxo de bot converse com sistemas externos durante o atendimento. É o que torna possível, por exemplo, o cliente digitar o CPF e o bot responder com a segunda via do boleto.

O que dá para fazer

  • Criar leads num sistema de CRM
  • Cadastrar clientes em sistemas externos
  • Consultar segunda via de boletos
  • Buscar status de pedido, contrato ou chamado

Você monta, administra e altera essas integrações direto no fluxo, sem depender da SM Click para cada mudança.

Requisitos

Ao menos uma instância ativa. É por meio dela que o fluxo atende. A instância está disponível no plano Gamma, ou pode ser adquirida separadamente no gerenciamento da assinatura.

O sistema de destino precisa ter API REST. Sem isso, não há como o bot conversar com ele.

Alguém que entenda de API. Este bloco é a parte mais técnica da plataforma.

Este bloco exige conhecimento técnico

Diferente do resto do fluxo, aqui você precisa saber o que é método HTTP, cabeçalho, corpo em JSON e autenticação por token.

Se isso não faz parte do seu dia, vale envolver quem cuida de sistemas na sua empresa — ou verificar se uma integração nativa já resolve.

O que você precisa saber sobre APIs

Os conceitos mínimos:

API — o conjunto de regras que permite dois sistemas se comunicarem.

HTTP e HTTPS — os protocolos usados nessa comunicação.

Métodos HTTP — GET obtém informação, POST envia, PUT atualiza, DELETE remove.

Autenticação — como o outro sistema confirma que é você chamando, normalmente por token ou chave, enviado nos cabeçalhos.

Status code — o que a resposta diz: 200 deu certo, 404 não encontrou, 500 erro do outro lado.

Sistemas com OAuth 2.0 precisam ser avaliados antes

Nem todo método de autenticação é suportado pelo bloco. Se o sistema que você quer integrar usa OAuth 2.0, fale com a equipe técnica da SM Click antes de montar o fluxo, para confirmar a viabilidade.

Descobrir isso depois de desenhar a integração inteira custa caro.

Montando a integração

Comece editando o fluxo:

Tela de edição do fluxo de bot

Criação de um fluxo novo

Adicione o bloco de integração:

Adicionando o bloco de integração ao fluxo

Escolha o método HTTP:

Seleção do método HTTP

Informe a URL da requisição:

Campo de URL da requisição

Configure os cabeçalhos, se o sistema exigir autenticação:

Configuração dos cabeçalhos da requisição

E o corpo da requisição, em JSON:

Corpo da requisição em JSON

Exemplo de JSON preenchido

Como montar o corpo: chaves e valores

O corpo não é digitado como JSON puro. Você preenche pares de chave e valor, e a plataforma monta o JSON — mas a chave usa uma notação que precisa ser entendida.

Para chegar a um campo dentro de outro, use colchetes:

O JSON que o sistema esperaA chave que você escreve
{"deal": {"name": "..."}}deal[name]
{"contacts": [{"name": "..."}]}contacts[0][name]

O [0] indica a posição dentro de uma lista. O primeiro item é zero.

Depois de preencher, a tela mostra o JSON formado. Compare com o exemplo da documentação do sistema que você está integrando: se os dois forem iguais, a chamada tende a funcionar.

Usar dados que o cliente informou

O valor de uma chave não precisa ser texto fixo. Ele pode vir do que o cliente respondeu no fluxo.

No campo de valor, clique em Trocar de campo de segmentação para texto e depois em Selecione um campo. Aparecem os campos personalizados que você criou.

É assim que o CPF perguntado no bloco de pergunta vira o CPF enviado ao ERP.

Testar

O botão Testar dispara a chamada de verdade e mostra, ao lado, a resposta:

  • Status code
  • Headers da resposta
  • Body da resposta

Sem sair da tela de montagem.

Usar a resposta na mensagem

Esta é a parte que transforma a integração em algo útil para o cliente: o que o outro sistema devolveu pode entrar na mensagem.

Olhe o Body da resposta e localize onde está o dado. Se o link do boleto está na chave url, dentro de data, a variável na mensagem é:

{data[url]}

Mesma notação das chaves do corpo. Escrevendo “Segue a segunda via: {data[url]}”, o cliente recebe o link real.

Copie a estrutura da resposta, não adivinhe

Rode o Testar primeiro e leia o Body que voltou. A notação precisa espelhar exatamente o caminho até o dado — um nível a mais ou a menos e a variável não é substituída, saindo crua na mensagem do cliente.

Depois da integração

O fluxo continua normalmente: dá para encaminhar a um Atendimento, mandar uma Informação, ou fazer outra Pergunta.

Boas práticas

Teste a chamada fora antes. Confirme que a requisição funciona por outra ferramenta antes de montá-la no fluxo. Depurar dentro do bot é mais lento.

Trate o caminho do erro. O sistema externo pode estar fora do ar ou não encontrar o dado. O fluxo precisa de uma saída para esses casos — normalmente, encaminhar para um atendente.

Não peça dado que você já tem. Se o CPF já está no cadastro do contato, use o que está lá em vez de perguntar de novo.

Integração lenta trava a conversa

Enquanto a API não responde, o cliente fica esperando. Se o sistema de destino costuma demorar, avise antes — uma mensagem do tipo “só um instante, estou consultando” muda a percepção.

Alternativa

O workflow também tem um bloco de integração, com a mesma capacidade de chamar APIs. A diferença é que ele roda nos bastidores, sem depender de conversa acontecendo.

→ Chatbot ou workflow: qual usar

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